<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328</id><updated>2011-12-21T13:41:41.287Z</updated><title type='text'>_________________________________</title><subtitle type='html'>para preencher</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-5439959933599249302</id><published>2011-12-12T16:38:00.018Z</published><updated>2011-12-21T13:41:41.294Z</updated><title type='text'>Ao Silva e às senhoras das janelas, dos buracos, das varandas, das entranhas e das portas</title><content type='html'>Há solidão em lugares onde a melancolia é só, (onde a dor é estátua, melhor estar sempre acompanhado), por isso, é melhor estar, com ou sem vontade, com ou sem.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ouve-se gritos - &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras velhas, em varandas tão velhas quanto elas, a dizerem: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O menino tem que tomar cuidado". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Com o que?", pergunta o menino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Com o vento. O vento é o tempo e, dele, não há como fugir", gritam mudas pelas ruas da cidade triste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Silva, aquele novo fantasma, perambula por aquelas ruas, mesmo com as risadas, mesmo com os esposos, com as maridas e com os maridos. Todos sós. Todos a sentir o vento e o tempo enquanto  os tufões levam os sentimentos e os gozos. Sim, também, existem os gozos, embora haja senhoras nas janelas e Silvas pelas esquinas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as senhoras, lá: nas janelas, nos buracos, nas varandas, nas entranhas e nas portas. Gritam: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Corra, Corra, Corra, com cuidado, menino, mas corra", dizem enquanto sonham em balançar suas rugas pelo vento, e continuam,"Corra e veja se alcança a fé que está logo ali por detrás de um daqueles morros. Caso a alcance, traga um pedaço para nós", imploram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Qual fé?", questiona-se o menino.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Silva continua Silva em forma de fantasma, nas esquinas. São vários... São vários...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, ainda, há senhoras, talvez. Talvez. (A 'talvezidão' da vida das senhoras é breve e não há mais como correr).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o menino corre, cansa, mas corre. Os sós, também, correndo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as velhas nas varandas, cansadas de tempo, esperam que a fé chegue a cavalo ou a correr com um dos meninos. Enquanto esperam, rezam e por vezes choram a pensar em suas dores petrificadas em estátuas melancólicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há solidão em lugares onde a melancolia é só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é melhor estar acompanhado, com ou sem Silva, pois há senhoras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-5439959933599249302?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/5439959933599249302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=5439959933599249302&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/5439959933599249302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/5439959933599249302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2011/12/aos-silvas.html' title='Ao Silva e às senhoras das janelas, dos buracos, das varandas, das entranhas e das portas'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-4575311875102239548</id><published>2011-09-23T19:35:00.003+01:00</published><updated>2011-12-21T11:04:33.394Z</updated><title type='text'>Paralelepípedos sujos de palavras sem sentido</title><content type='html'>(Os sentimentos acabam perto de uma esquina, quando menos se espera eles dobram e deixam milhares de coisas para trás, sem a possibilidade de dar a volta ao quarteirão ou mesmo de buzinar no sinal). &lt;br /&gt;Aconteceu assim: Abraço rápido, três lágrima e já.  Pronto! O sentimento dobrou a esquina e não voltou. E mesmo se voltasse, não haveriam cadeiras. E mesmo que voltasse, voltaria para jogar o vinho no chão e dizer todas as coisas que sempre ouviu e nunca, nunca... Mentira. Não há espaço, nem cadeiras para isso. (Não há futuro entre o sentimento e o ser que ficou ali, parado). Sem reação. Sem saudade. Sem amor. Foi rápido, apenas um aperto de mão, seguido por um abraço forçado e distante, um olhar para baixo e tudo se esgotou. Eram só gotas que faltavam, as três referidas lágrimas. Depois disso, alívio e silêncio. Silêncio constante, sem suspiro, sem gozo, sem nada. As lágrimas que caíram, secaram. Um dia, dois dias, três dias, cinco anos. Seis anos, na verdade.  &lt;br /&gt;As esperanças acabam, estão distantes das ruas comuns, dos paralelepípedos sujos de palavras sem sentido. Na mesa apenas uma taça de vinho a espera de um lábio molhado de outro. O que era desejo virou a esquina sem olhar. Sem dizer adeus ou até logo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentimento perdeu o telefone e mudou de endereço, não há como mandar cartas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-4575311875102239548?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/4575311875102239548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=4575311875102239548&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/4575311875102239548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/4575311875102239548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2011/09/o-que-faltava.html' title='Paralelepípedos sujos de palavras sem sentido'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-6949305066522869347</id><published>2011-08-09T07:00:00.013+01:00</published><updated>2011-12-21T11:14:27.315Z</updated><title type='text'>Tudo democratiza(n)do(?).</title><content type='html'>toca, muda e enforca. Cobre, descobre. O que foi, obviamente, já não é. Há cenas. Há cenas. Tem 2 e 3 e 4. Sempre há alguém que termina em um filme destes onde o cú é personagem. Não é a alma? A alma que pede, corrói, até conseguir? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Identificar: ? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há forma de registrar nada além daquilo. As pernas estão fechadas, as pernas estão abertas, lambe-se o. Morde-se a. Aperta na frente, solta atrás. Desperta e depois tudo murcha. Não é esse o negócio? Não é por isso? Não é, simplesmente, porque é preciso ter novos ps, novas ss. Expelir? Espera, expele, deixa o filme rodar. Ali, há 2. E ali parado, depois do porno cotidiano, tudo é revisto. Entra e sai de gente sem nada, (ninguém tem nada?), nada a ver com nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dizia x, ou Y: "Livres são as almas e os negócios". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo democratiza(n)do(?). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pornô democrático onde 2 que já, em algum instante, foram um e que, agora, são dois, sem serem um. Tudo em um controle com a possibilidade de rever, adiantar, pausar ou adiar. O filme segue e entra. Entra e sai. Entra e sai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espirito da coisa é tentar qualquer coisa uma vez. ou duas. ou três. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Identifica-se, é a palavra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Democratiza-se, é outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo em porno(Ô).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-6949305066522869347?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/6949305066522869347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=6949305066522869347&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/6949305066522869347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/6949305066522869347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2011/08/alma-dos-nossos-negocios.html' title='Tudo democratiza(n)do(?).'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-7460269167488263471</id><published>2011-08-09T06:23:00.012+01:00</published><updated>2011-12-21T11:18:57.168Z</updated><title type='text'>uma tristeza enlatada, destas vendidas nas melhores lojas do ramo</title><content type='html'>é que há morte. e no fim não se toca - mesmo sabendo destas coisas que costuma-se saber - e da morte toda gente tem conhecimento - a coisa segue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e Segue.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passante olha para o lado (o cenário é uma sala de cinema vazia, um filme mudo a passar na tela):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até a próxima - disse-lhe o desconhecido.&lt;br /&gt;- Até a próxima - respondeu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a primeira, única e última coisa que se ouviu entre estes dois. A cena foi exatamente esta: O desconhecido e o passante. Se viram. Um olhou. O outro respondeu. O passante seguiu, o desconhecido  ficou _________ Sentado. Só. Uma paisagem que na cabeça do passante vai estar sempre ali, naquela cadeira, daquele cinema: desconhecido, misterioso e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ficou entregou-se ao vento. Dizem que havia nele uma tristeza enlatada, destas vendidas nas melhores lojas do ramo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que passou, continua a seguir, sem saber muito bem por onde...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-7460269167488263471?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/7460269167488263471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=7460269167488263471&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/7460269167488263471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/7460269167488263471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2011/08/para-aquele-que-foi-que-esqueceu-e-que.html' title='uma tristeza enlatada, destas vendidas nas melhores lojas do ramo'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-1489660952064386251</id><published>2011-05-03T17:27:00.005+01:00</published><updated>2011-12-21T11:26:06.191Z</updated><title type='text'>tenho que varrer a escada,</title><content type='html'>Hoje, a solidão jogou uma flor pela janela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá embaixo, uma senhora de braços abertos esperava pela queda e sorria, como se por alguns instantes estivesse plena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão disse sorrindo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não posso ir com a flor, tenho que varrer a escada, se eu não fizer quem o fará, tu?"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-1489660952064386251?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/1489660952064386251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=1489660952064386251&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/1489660952064386251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/1489660952064386251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2011/05/tarde.html' title='tenho que varrer a escada,'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-7321588855308658724</id><published>2010-03-02T13:25:00.004Z</published><updated>2011-12-21T11:41:27.487Z</updated><title type='text'>um diálogo. um vazio. ______</title><content type='html'>- Yes, I need that. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana escutou. Apenas.  Olhou para o rapaz que a falava. Não soube o que responder. Não sabia se o conhecia muito bem, mas deixou de pensar nele e passou a analisar a si. Começou a pensar em todas as coisas que precisava e que não podia falar. Pensou em Inglês, esqueceu-se em português. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- That's the way, do you know?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(silêncio)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pensava no que não sabia e em todas as perguntas sem respostas que a estava a interrogar. A palavra saiu de si. Não estava. Muda, completamente, muda. Não tinha o que dizer. A cada dia, uma coisa a menos para se importar, uma vaga, um nulo. Zero. Joana era silêncio. As pessoas e todas as suas falas eram vazias. Não há nada. Sentiu o seu conteúdo. |       |. Tocou seu nada e esbarrou em seu zero. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondeu assim, em Português. Esqueceu. Pensou no talvez. Na contradição. Nas contra. Ficções. Não disse mais nada. Olhou para o. Levantou-se. Amarrou o cabelo por amarrar, e foi atrás do talvez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-7321588855308658724?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/7321588855308658724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=7321588855308658724&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/7321588855308658724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/7321588855308658724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2010/03/um-dialogo-um-vazio.html' title='um diálogo. um vazio. ______'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-522126270043125807</id><published>2010-03-02T13:04:00.007Z</published><updated>2011-12-21T11:45:58.298Z</updated><title type='text'>naquele funk clássico. Meio Beethoven, meio MC Serginho</title><content type='html'>Pedro começou o que não sabia. Começou assim, por começar. A coisa surgiu no caminho sem que o caminho fosse definido. A princípio era um círculo, que com o tempo foi desfazendo-se em linha. O que previa uma volta? Não. Perdeu-se, mas o que interessa é o que Pedro. Pedro teve um início. Foi mesmo do nada: tocava um funk, tocava um rock e as vezes um pagode. Foi no Funk que a linha tornou-se turva. Foi ali, naquele funk clássico. Meio Beethoven, meio MC Serginho: no até o chão! Mas foi alí. Exatamente, na hora que estavam todos de joelho, quase de cócoras que aquilo tornou tudo um pouco. Misturado, bagunça mesmo. E o que era para ser fim, foi princípio. E o que era um princípio? tornou se ponto. A roda virou. Girou-se. E fim. Foi só isso que aconteceu com Pedro. Não adianta buscar sentido, não há nenhum!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-522126270043125807?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/522126270043125807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=522126270043125807&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/522126270043125807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/522126270043125807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2010/03/do-inicio-e-do-fim.html' title='naquele funk clássico. Meio Beethoven, meio MC Serginho'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-1163432374065212052</id><published>2010-01-11T19:34:00.011Z</published><updated>2010-01-12T01:14:00.176Z</updated><title type='text'>o não, o medo 1 / 2/ 3 / 4. Tudo enquanto memória.</title><content type='html'>Tem sempre um não...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Existem outras coisas também: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo. Aquele do silêncio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das palavras que o silêncio diz: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto algo se abre, talvez em mim, vejo um branco, um fim? Exponho, digo, choro, e um silêncio me persegue... tudo isso é interno, enterrado demais para tornar-se planta. Não há raiz, apenas um vaso e alguma água!&lt;br /&gt;O que quer dizer esta falta de palavras? Um olhar disperso: vazio.&lt;br /&gt;Será que é o vazio que quer dizer algo?  &lt;br /&gt;Ou é o passado enterrado em vaso com terra? &lt;br /&gt;Há um tempo, os feijões eram plantados em algodões, se não havia terra, e nunca havia, eles morriam.&lt;br /&gt;Não seria melhor a falta de vaso, somente a terra? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sempre uma palavra perdida no silêncio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há jardim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo. Aquele do surto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi quando eu tomei uma coca cola. Ali, foi exatamente ali, que deu para perceber que o gás era necessário. Não sei com quantos anos eu estava, nem quantos dias eu tinha. Afinal, tem dias que parecem anos e semanas que parecem, e poderiam ser, eternas. Mas tem sempre o surto. Depois precisei do guaraná, da fanta, até chegar na cerveja. Percebi que o gás é sempre necessário, assim como vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo. Aquele do frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De dia, sozinho. Ele me disse que estava frio demais para andar. Correr? nem pensar, o que bastava era andar. Mas melhor ficar parado.&lt;br /&gt;O frio é sempre maior quando se dorme sozinho. Quando há 5 pessoas na cama, como naqueles dias de Japão, não há frio na noite, mesmo que falte proteção. Mesmo que a orelha não esteja tampada. Mesmo que se fique em pé, a olhar. Mesmo que risquem, há sempre alguém que faz uma linha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas noites não há frio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de manhã é diferente, nunca são 5, nem 1. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo. Aquele de vagar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiu as pressas. Tinha algo na bebida. Correu pelas ruas sem saber muito o onde.  Parou em um lugar aberto, no alto. Tinha uma vista e ampliou-se. Perdido, devia ter uns anos, não sabia precisar quantos, mas já havia anos que vagava, que sentava-se em lugares altos para tentar se sentir alto, mas naquele dia veio um quando. Foi medo: de vagar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu-se algo na cozinha, não pensou na morte, muito menos em vida. Pensou-se no texto, no gato e no cão da vizinha. Ele tinha mais medo de cão do que de gente. Não podia sentir, somente uma lágrima incomodava, não queria outras, obrigado. Era mais tranquilo quando não havia motivos para... estava, sem motivo, com medo. E desse medo veio o silêncio. Somente o cão: Sempre há um no vazio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nada tem sempre cão, a latir. &lt;br /&gt;Em alguns nada existem as cigarras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é esse cão no nada?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-1163432374065212052?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/1163432374065212052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=1163432374065212052&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/1163432374065212052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/1163432374065212052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2010/01/o-nao-o-medo-1-2-3-4-tudo-enquanto.html' title='o não, o medo 1 / 2/ 3 / 4. Tudo enquanto memória.'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-7561476319690672812</id><published>2010-01-08T00:07:00.021Z</published><updated>2010-03-02T13:03:11.751Z</updated><title type='text'>a cena</title><content type='html'>insiste-se no vazio ______________________ &lt;br /&gt;a cortina se abre  ||||_______________|||||&lt;br /&gt;ouve-se as palmas   ......................&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse conjunto, o nada: mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente a linha, seguida de ponto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Qual ponto?) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insiste-se na vírgula,&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;será lágrima?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No palco, o espectador, que como todo bom espectador, aguarda_____________________ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Iluminação vermelha_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ator entra, abaixa-se. As palmas cessam.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vazio deixou de ser nada, mas continua vazio. O ator levanta-se. Olha, atentamente, para o público que está no palco, senta-se na plateia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_A inversão_&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente a solidão, aquela que vem do berço, senta-se ao lado do ator. &lt;br /&gt;(A solidão sentou-se ao lado do ator).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_A cortina se fecha levando o público e as palmas_ &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.Sistema de som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acende-se um cigarro - não se sabe se o ator ou a solidão -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;insiste-se no vazio _______________&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-7561476319690672812?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/7561476319690672812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=7561476319690672812&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/7561476319690672812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/7561476319690672812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2010/01/rotunda.html' title='a cena'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-8975271540049578135</id><published>2010-01-06T18:05:00.006Z</published><updated>2010-01-08T00:35:11.527Z</updated><title type='text'>De volta a Clara</title><content type='html'>Está tudo fora do lugar.&lt;br /&gt;(Desde o tempo que). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as coisas estão confusas. Acho que começou com um sim, ou será que foi pelo não?  &lt;br /&gt;As linhas estão tremidas demais para continuar.(Será que volto a Clara?) Não dá para dar. O passo pode ser comprido ou será cumprido? O que não deveria, foi. E o que deveria, também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E desde quando é preciso força ou motivação ou paixão ou ilusão ou paciência ou?&lt;br /&gt;Não é preciso nada: disso para continuar. A coisa é escrita, o que se pode é: rabiscar? Rabiscar e dizer adeus. Dizer este adeus. Mas está tudo muito fora do lugar, as coisas andam vazias demais. As pessoas não dizem nada. Ou será que é esse eu que não diz mais nada? Quem disse que precisa de paixão? Não é questão de didática, conhecimento, nem pensar! É questão de tudo ser confuso e tudo buscar um todo, concentrar-se nele e deixar de rabiscar. É a linha que é reta! RETA. ________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é preciso é _____________ preencher? ou não? O que está fora do lugar, o eu, o outro, o todo, o tudo? Não dá mais para saber quem foi que saiu primeiro do lugar, se foi o silêncio ou a palavra. A falta da palavra. A falta. O não? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja por isso. Talvez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que importa? Está tudo vazio. Não há sentido, não há palavra, não há futuro que preencha,_________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tem silêncio, se tem saliva, se tem espaço, se tem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todo o silêncio o mais correto é esse, o da confusão, o do não eu. Só há silêncio no eu, só há NÃO: NÃO, NÃO! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______________ é que há vazio, um vazio de útero. Há problema na base. A base é todo o problema. A base é o todo. Falta estrutura. FALTA: FALTA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De volta ao vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;X&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é a Clara que volta. É a Lua que reflete. tudo problema de base. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que pode aparecer na ponta do nariz, com sorriso ou sem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com carinha ou sem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nonada vazio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cobra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-8975271540049578135?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/8975271540049578135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=8975271540049578135&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/8975271540049578135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/8975271540049578135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2010/01/de-volta-clara.html' title='De volta a Clara'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-5876617699232696738</id><published>2009-07-28T20:25:00.010+01:00</published><updated>2010-03-02T13:03:41.788Z</updated><title type='text'>da memória enquanto caminho</title><content type='html'>têm fragmentos que se perdem no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dia 7&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- 13 dias depois da chuva. um antes do beijo.&lt;br /&gt;7 semanas do espasmo -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;era maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficas pelo caminho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem lembrança que é raiz forte.&lt;br /&gt;finca finca finca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde tem terra, pode cavar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se soubesse o que era um orgasmo,&lt;br /&gt;gozaria nas porcelanas chinesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caminho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bate-me, que te espanco! Doce. Mas espanco!&lt;br /&gt;Bruto, como amores que surdos espancam;&lt;br /&gt;como teatros.&lt;br /&gt;Como peças.&lt;br /&gt;Montagens que cegam as lágrimas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ficas pelo caminho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me acompanha até o turvo leito,&lt;br /&gt;como se manto doce fosse.&lt;br /&gt;Como se lá tivessem passarinhos a piarem piarem piarem &lt;br /&gt;Por Elise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;,ou trocas minha fralda, &lt;br /&gt;suja de bengala.&lt;br /&gt;Não repara, foi do tombo podre. &lt;br /&gt;Como abacate.&lt;br /&gt;Como um abacate, que em palco, espanca doce&lt;br /&gt;sobre colchões.&lt;br /&gt;__________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda espera?&lt;br /&gt;Já é tempo. O turvo. O leito.&lt;br /&gt;Aproxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sua parte no fragmento, ainda ainda ainda, &lt;br /&gt;suspira por essas terras...&lt;br /&gt;Finca, finca, finca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseram sobre a Clara?&lt;br /&gt;Disseram sobre as asas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse Caravela... &lt;br /&gt;Se eu fosse caravela ia para Índia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as asas?&lt;br /&gt;quebraram, deixaram de soprar.&lt;br /&gt;Tudo por serem verdes&lt;br /&gt;não é permitido ter asas verdes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso melhor ser Caravela e&lt;br /&gt;naufragar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;está no regulamento. tudo está no regulamento. ´&lt;br /&gt;estás no regulamento. não leste? &lt;br /&gt;Leste, cativo, meu norte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;algum verso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu? teu? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ficas por ai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mudarei de verso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-5876617699232696738?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/5876617699232696738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=5876617699232696738&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/5876617699232696738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/5876617699232696738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/07/pelo-caminho-ficas-lembrancas-que-nesse.html' title='da memória enquanto caminho'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-8351281506105726716</id><published>2009-05-26T02:52:00.000+01:00</published><updated>2009-05-26T02:53:00.211+01:00</updated><title type='text'>A bosta bate na água, a água bate na bunda.</title><content type='html'>A bosta bate na água, a água bate na bunda. Na bunda, telefone:  90576544. Aperto a descarga,  a bosta desce. Roda, roda e some, mais ou menos como gente que roda, roda e puf! Some. Um dia ninguém vai lembrar da bunda, assim como ninguém lembra da gente depois de lavar as mãos.  O telefone me olha e sento na privada para pensar. Na cabine ao lado alguém bate a porta, ouço um peido, daqueles agudos, seguido por um ploc.  Olho para a parede, olho para o telefone. Penso sentado na privada. Ao meu lado outro ploc. Lembro das minhas merdas. Por que ninguém é apegado a esses pedaços que saem da gente como filhos? Todo mundo é apegado à tanta coisa, por que não à bosta? Bosta devia valer dinheiro,  seria o comunismo capitalizado. Merda todo mundo têm, todo mundo faz.  Seria mais justo  viver em um mundo onde o dinheiro é merda de verdade, além disso, ninguém morreria de bulimia. Mais uma bosta vai descendo, a porta bate e não escuto o sujeito lavar as mãos.  Ele esqueceu a merda que fez mais rápido que o normal.  Olho novamente a parede e penso na bunda. Que bunda escreveu aquilo?  Sempre tive curiosidade de conhecer uma bunda de banheiro, dessas que cagam, dão descarga e ainda deixam o telefone.  Mais um sujeito bate a porta ao lado. Ouço ele abaixar as calças. Mais um peido agudo, seguido por um cheiro igualmente agudo.  Ouço gemidos.  “Falta de cereais”- penso. Outro ploc e descarga. A porta não bateu, o sujeito continua do outro lado.  Será que pensa na bosta? Ou no cereais? Resolvo entrar em contato com a bunda. Disco o número e na cabine ao lado toca Por elise. Será a bunda? Desligo. A música continua. Sinto pena e alívio por não ser a bunda a estar ao meu lado.  Por Elise continua a tocar e entra no meu pensamento. Beethoven  deve ter composto essa música no banheiro,  é como uma descarga: roda, roda e some, volta a rodar, a rodar e  a sumir. Será que ele pensou em bosta ou em gente?  Que lugar apropiado para se escutar Por elise! A música continua a tocar, decido ir lavar as mãos e penso novamente na frase:&lt;br /&gt;A bosta bate na água, a água bate na bunda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-8351281506105726716?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/8351281506105726716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=8351281506105726716&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/8351281506105726716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/8351281506105726716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/05/bosta-bate-na-agua-agua-bate-na-bunda.html' title='A bosta bate na água, a água bate na bunda.'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-3166699881270423736</id><published>2009-05-10T23:47:00.003+01:00</published><updated>2009-05-13T22:41:08.690+01:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>A velhice é poesia.&lt;br /&gt;Silênciosa.&lt;br /&gt;Passos rasteiros...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Casaco&lt;/strong&gt;de&lt;strong&gt;lã&lt;/strong&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-3166699881270423736?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/3166699881270423736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=3166699881270423736&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/3166699881270423736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/3166699881270423736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/05/blog-post.html' title='...'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-4290391539141456228</id><published>2009-05-08T16:45:00.009+01:00</published><updated>2009-05-15T13:15:14.517+01:00</updated><title type='text'>depois</title><content type='html'>do sorriso deixado na mesa de café,&lt;br /&gt;para o choro escondido debaixo da cama,&lt;br /&gt;abro uma velha caixa:&lt;br /&gt;no fundo, uma raiva leve,&lt;br /&gt;dessas que fincam o dedo do pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mar: a janela,&lt;br /&gt;atrás das ondas e depois das ilhas,&lt;br /&gt;acena um adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da areia: a fumaça do cigarro sai de uma boca que ainda lágrima.&lt;br /&gt;sente?&lt;br /&gt;com suspiro constante,&lt;br /&gt;de soluços soltos e as mãos brandas,&lt;br /&gt;despeço-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-4290391539141456228?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/4290391539141456228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=4290391539141456228&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/4290391539141456228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/4290391539141456228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/05/depois.html' title='depois'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-9119307340265303011</id><published>2009-04-12T23:37:00.015+01:00</published><updated>2009-05-07T19:29:36.969+01:00</updated><title type='text'>do eu.</title><content type='html'>e a partir disso, não dá para NÃO ser quem a gente acaba por ser&lt;br /&gt;- pouco eu -&lt;br /&gt;, desses que só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu feito de linguagem.&lt;br /&gt;(Objetivo assim)&lt;br /&gt;Eu é objeto criado:&lt;br /&gt;-o ser é o rato, a palavra: cobra-&lt;br /&gt;a palavra cobra o eu.&lt;br /&gt;Come também.&lt;br /&gt;quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que linguagem há em um não eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;,ela me perguntou assim, direto: que linguagem há em um não eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hã (´)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se há um não eu,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;completa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_______ se há um não eu _________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- fica o espaço -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco eu o que somos nos outros.&lt;br /&gt;Vagos eu o que somos para eus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um dia ela me disse assim,&lt;br /&gt;disse ao eu que pouco sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse do não&lt;br /&gt;e tirou o eu de onde estava.&lt;br /&gt;deixou espaço,&lt;br /&gt;vazio, que é cheio: que ainda não é.&lt;br /&gt;Mas vai ser (!) (?) (.) (,)&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-9119307340265303011?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/9119307340265303011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=9119307340265303011&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/9119307340265303011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/9119307340265303011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/04/do-eu.html' title='do eu.'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-7662501114043267890</id><published>2009-03-25T00:20:00.008Z</published><updated>2010-03-02T13:30:07.894Z</updated><title type='text'>do que é lost de onde se traslation</title><content type='html'>da linha partida&lt;br /&gt;-quando o caminho seguro não é bem caminho e o seguro não é assim tão quando -&lt;br /&gt;um pano preto,&lt;br /&gt;um pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dois, que são quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdido,&lt;br /&gt;-do sim, parte-se para o não-&lt;br /&gt;Talvez, assim, 3 linhas se formem e a quarta aguarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não se sabe por onde ir, espera-se sexta,&lt;br /&gt;quem sabe sábado ou domingo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de 3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assim,&lt;br /&gt;desse frio - escuro que vira quente- somente a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;barriga&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do coração?&lt;br /&gt;não:&lt;br /&gt;perdido, perdido, perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-tá frio, fecha a fresta-&lt;br /&gt;O buraco abriu no meio da água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se sim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo tudo assim&lt;br /&gt;e saio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-7662501114043267890?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/7662501114043267890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=7662501114043267890&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/7662501114043267890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/7662501114043267890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/03/do-que-e-lost-de-onde-se-traslation.html' title='do que é lost de onde se traslation'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-2044213997816596176</id><published>2009-03-21T17:09:00.009Z</published><updated>2010-01-08T04:16:32.667Z</updated><title type='text'>ao longe</title><content type='html'>Roupas gritam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nas janelas onde&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;viúvas ventam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao longe, um fado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cheiro de Pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poemas de paredes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mistura de Tin-Tin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao longe, um samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do latido de uma rapariga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo-te, cão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flores na janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao longe, uma viola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de tudo ao passo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;labirinto de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sentimentos perdidos em becos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ao pé,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alfama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-2044213997816596176?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/2044213997816596176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=2044213997816596176&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/2044213997816596176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/2044213997816596176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/03/ao-longe.html' title='ao longe'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-438731591456593980</id><published>2009-03-12T10:16:00.003Z</published><updated>2009-03-12T10:21:16.206Z</updated><title type='text'>Texto Binóculo: O Ser humano é um buraco! E qual o mal em ser puta?</title><content type='html'>Ela era puta, assim como você. Assim como ele, você é um buraco. Nada mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porra”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porra gostosa”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se lambusava. Deliciava-se com cada gota de porra. Ele continuava. Gozava. A gozava. Puta! “Puta toma tudo, sua puta”. Cachorra. Cachorrona. Ela era cachorra. E por ser cachorra, era cachorra. Lambia. Lambia e Lambia. Chupava. Chupava tudo. Engolia tudo. Estava branca. Branca. Ela era Branca e Clara. Clara. Puta. Puta, puta, puta. Quem não brincava de gritar: Pata, peta, pita, pota, PUTA! Quem não brincava? Ou poderia ser Paca, Peca, PICA, Poca, Puca! Ela era Clara, a puta e cadela que tinha buracos. Que antes de ser a puta com a porra na boca, foi puta em uma boate. “Sua PUTA”, “ PUTA É SUA MÃE”. Brigou por ser puta em Boate. Só gostava de ser puta no quarto. Agora era puta, com prazer e chupava um pau. E engolia porra. E era puta gratuita. PUTA DE LUXO. PUTA DE UM: PU. Pulava. Pulava e se sentia puta. A maior quenga do mundo. Ela era uma puta. Que pulava em um pau depois de ter o feito gozar. Depois de ter gozado ela continuava a pular. Pular. Pular. Queria mais gozo. Queria se sentir mais quenga. Queria bater uma para o vizinho de baixo que deveria estar escutando os gritos dela. Queria dar para ele. Queria dar para o mundo enquanto pulava. Seu pensamento era dar ao mundo. Dar tudo para o mundo. Ser um buraco do mundo inteiro. O ser humano só vive pelos buraços. O Ser Humano só sente pelos buracos. Que se foda Platão, Nietzsche. Que se foda Clarice. Que se foda Shakespeare. O que conta são os buracos e ninguém disse isso. Ninguém disse isso enquanto brincavamos de KÁ, KÉ, KÍ, KÓ, KÚ. Foda-se o amor. O que importa são os buracos. Se o Ser humano fosse tapado, não existiria puta. Puta de Luxo. Puta. de mentira. Mentira. Salafrária. Puta de merda que não é puta. Engole a porra do mundo sua puta. Clara cachorra. Puta. Ou Ser humano é ser buraco? Sua puta, sua quenga, VADIA! O Ser humano é um buraco. E só. Um buraco ou dois. Ou três, ou quatro e talvez cinco dependendo de como a mão tá fechada. O Ser humano é buraco. Só buraco. BURACO. Ela era puta porque tinha buracos. Buracos de puta. Puta de luxo. Puta de um. PUTA. Qual o mal em ser puta? O que interessa são os buracos e foda-se Nietzsche. E foda-se Clarice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ser humano é um buraco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela continua a engolir porra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;P.s: Texto publicado no site O binóculo, que agora, pode ser visto aqui: &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.obinoculo.xpg.com.br/index.html"&gt;&lt;em&gt;http://www.obinoculo.xpg.com.br/index.html&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-438731591456593980?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/438731591456593980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=438731591456593980&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/438731591456593980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/438731591456593980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/03/texto-binoculo-o-ser-humano-e-um-buraco.html' title='Texto Binóculo: O Ser humano é um buraco! E qual o mal em ser puta?'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-2261787022876085395</id><published>2009-03-05T16:59:00.006Z</published><updated>2009-03-17T18:39:53.709Z</updated><title type='text'>Do rio que não deixou gota.</title><content type='html'>Dessas letras frases saem pontos. Quem diz vírgula? Como se nada houvesse a continuar, não há? O que existe é passado inútil. Sem nada, apenas merda. Rio que passou e não deixou nem gota. Sem gotas. Sem lembranças. Sempre nessas frases perdidas entre um gole e outro, entre as vírgulas mal colocadas e os pontos antes, ou depois da hora. Prefiro pontos, nunca certos. Os beijos que se fartem entre perguntas sem respostas. Não dá para colocar rios em gota. Rios passam. Dessa vez, nem gota. O que há? É preciso inventar? Não existe isso de rios em gota. O que que tem? Melhor o ponto à vírgula. Mesmo que o ponto seja mais a frente. Mas, melhor o ponto. Sem beijos entre os goles. Sem mais gotas, acaba o rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá para colocar rios em gota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-2261787022876085395?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/2261787022876085395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=2261787022876085395&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/2261787022876085395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/2261787022876085395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/03/do-rio-que-nao-deixou-gotas.html' title='Do rio que não deixou gota.'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-2172994394580272788</id><published>2009-03-03T23:04:00.006Z</published><updated>2009-03-03T23:41:12.378Z</updated><title type='text'>Sobre o dia que não está noite. Azul.</title><content type='html'>De dia é mais fácil lidar com essas coisas, fica tudo mais azul. A luz é clara e o dia longo. De noite não dá tempo. A bebida impede. Lembro de noites com Damas. Aquelas Damas que somente na primavera e apenas em uma parte do cheiro exalavam horas. Lembro de me perguntar para quê? Por que exalar horas?Tudo se torna tão dia. Tão dia, que fica um azul intenso, um laranja manso e um preto ausente. De dia é mais fácil lidar com essas coisas. De dia tem gente. Gente que resolte tudo. Ou finge, ou resolve? Ou resolve! Acho que resolvem? Ou complicam, sei lá! Só sei que de dia é mais fácil lidar com essas coisas. E de dia a gente lembra da noite! E quando na noite a gente lembra o dia? Noite nenhuma, para dia algum. Sei que de dia é mais fácil lidar com essas coisas. A noite tem o silêncio. O silêncio sempre pede um cigarro. E alguns cigarros pedem lágrimas. O líquido cai por não ser fumaça. Acho que é só por isso que a lágrima cai junto com o cigarro. E é sempre na janela. Na janela fica mais fácil a lágrima cair, a fumaça subir. É que de dia é mais fácil lidar com essas coisas e ninguém chora. Ninguém pensa. Todo mundo faz. De dia é o que não está de noite. É mais fácil morrer de dia. Depois das 7 e antes das 17. De noite tem a Dama que exala horas. De noite tem a lua, o cigarro, a janela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-2172994394580272788?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/2172994394580272788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=2172994394580272788&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/2172994394580272788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/2172994394580272788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/03/sobre-o-dia-que-nao-esta-noite-azul.html' title='Sobre o dia que não está noite. Azul.'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-2195979242214332965</id><published>2009-02-18T21:29:00.004Z</published><updated>2009-02-18T22:50:20.395Z</updated><title type='text'>Texto Binóculo: Ana. Qualquer Ana.</title><content type='html'>Miólos na parede. Um tiro. Um gatilho. Uma bala. Antes era tudo normal. O sangue circulava. Os miólos funcionavam e nesse corpo vivia Ana. Qualquer Ana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana depois de disparar a arma. Ana antes de apertar o gatilho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ana viveu até o momento em que a coragem acabou. Viveu até o momento. Antes, muito antes de se tornar apenas corpo, ela já estava morta. Sua vida foi acabando aos poucos. Foi cedendo aos poucos. Até chegar ao dia. Ao final, ao ponto, ao gatilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era covarde. Covarde demais para continuar viva. Covarde demais para sentir qualquer coisa. Seus sentimentos eram covardes. Seus sentimentos não sentiam. Sua última dor foi. Sua última dor se foi. Não sentia. Não sentia mais. Vontade de nada. O último sentimento foi a morte do sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último suspiro antes de sentir o último suspiro. Foi ele que matou Ana. Foi o suspiro desiludido. O suspiro. O final. Aquele suspiro fatal, 2 anos antes do gatilho. Ana andava Ana. Ana procurava Ana. Perdida. Perdida. Fora de si. Covardes os sentimentos esvaescidos de si, “Covardes!”, pensava ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um socorro, ela buscava um socorro. Ela tentou um socorro. Um grito que a fissese estremecer. Um orgasmo que a fissese ser. Um aperto que a fissese suar. Uma briga, um choro. Qualquer coisa que a fissese. Ana não se matou. Ana já estava morta. Já estava morta, ela já não respirava depois do suspiro. Não sentia. Ana apenas osso, carne e pele. Sem alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que a mantia em seu sangue, depois de morta, era a esperança. Ela, no principio acreditava que poderia ressuscitar. Mas, dois anos depois, lembrou-se que em sua vida a única ressureição que ela conhecia era farça. Do pó Ana se viu morta. Sua vida durou pouco. Só o gatilho. Somente ele. Somente a esperança? Os miólos. Sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem disse que é preciso morrer para estar morto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;p.s:&lt;/strong&gt; T&lt;em&gt;exto publicado no site O binóculo, quando esse existia... Mudanças para o blog!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-2195979242214332965?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/2195979242214332965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=2195979242214332965&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/2195979242214332965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/2195979242214332965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/02/texto-binoculo-ana-qualquer-ana.html' title='Texto Binóculo: Ana. Qualquer Ana.'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-7839498159251009</id><published>2009-02-17T20:48:00.002Z</published><updated>2009-02-17T21:00:50.901Z</updated><title type='text'>Texto O Binóculo: ,?!.</title><content type='html'>De que vale um ponto se a vida é conto De que vale um conto se a vida é ponto Solto Corre solto sem rumo Foge do lugar comum Foge da vida comum como se nunca existisse vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;corre corre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;corre cachos dourados Leva consigo esse passado comum de vida comum Corre que ele corre atrás Corre que o passado corre atrás cachos dourados Corre corre corre que uma vida inteira corre atrás sem pausa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEM PAUSA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corre corre corre não pára para olhar para trás que a vida é pesada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a vida de trás é pesada demais Não vá ficar pra trás Não olha não espia A vida segue correndo sem ponto virgula ou interrogação Para quê perguntar Para quê questionar Se atrás de si vem toda uma vida de perguntas que não foram respondidas Não há pausa Não há tempo Corre que tudo vem atrás Corre que o tempo vai tirar os cachos Corre que uma vida inteira corre atrás, sem pausa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEM PAUSA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corre e deixe os cachos para trás junto com o que ficou Junto com o que ficou que no futuro não há pausa Há ponto mas não há vida Corre que vem uma vida inteira atrás Brava Feroz Pesada&lt;br /&gt;Corre corre corre que não tem brincadeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não tem brincadeira essa história sem cachos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;olhar para trás para quê Se as perguntas não foram respondidas Se os pontos que eram para ser finais ainda são virgulas exclamações e interrogações Corre que a vida inteira corre atrás, sem pausa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pontos estão no final, por isso corre e não olha pra trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existem respostas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;p.s&lt;/strong&gt;: &lt;em&gt;Texto publicado no site O binóculo quando esse existia... &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-7839498159251009?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/7839498159251009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=7839498159251009&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/7839498159251009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/7839498159251009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/02/texto-o-binoculo.html' title='Texto O Binóculo: ,?!.'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-9093143781546718129</id><published>2009-02-17T00:24:00.010Z</published><updated>2009-02-18T00:02:25.854Z</updated><title type='text'>Do plano em que o cigarro e um lençol vermelho novo estão em cena.</title><content type='html'>Ele era novo naquela cama, assim como o lençol vermelho. Ela apenas fumava. O ar estava pesado, a noite foi violenta e ele dormia. Profundo, ali, somente o sono. Há tempo ninguém ocupava aquele espaço na cama, o colchão se desacostumara a companhias. Ela queria estar só. Queria acordá-lo. “Bom dia, vá embora”. Não tinha coragem. O sono era profundo, o ar pesado e ele era novo naquela cama. Estava despido. Estava em um nu desprotegido, quase infantil, sobre uma perna apenas um pedaço do lençol vermelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela queria estar só e apenas fumava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-9093143781546718129?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/9093143781546718129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=9093143781546718129&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/9093143781546718129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/9093143781546718129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/02/do-plano-em-que-o-cigarro-e-melhor-que.html' title='Do plano em que o cigarro e um lençol vermelho novo estão em cena.'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-3946180003775776586</id><published>2009-02-16T21:12:00.005Z</published><updated>2009-06-02T19:13:43.750+01:00</updated><title type='text'>Texto O Binóculo: Qual a sua orgia?</title><content type='html'>Bernardo nasceu de uma suruba. Ele não sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mãe, Clara, branca como leite e cristã como Maria, um dia, ao beber o vinho do Padre, entrou em uma festa organizada pelos coroinhas. Eram 4. Clara, nesse dia, foi centro. Foi copo, prato. Foi mesa, cadeira. Comida. Seu corpo era de todos, sem distinção. No altar, trepou aos olhos. Enquanto fudia, observava o teto, observava os peitos, o chão, Jesus. Gemeu. Gritou. Gozou. Como nunca antes. Foi irônica perante a vida. Era de 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia em que seus pais descobriram que estava grávida ela culpou Jesus. Jesus, além da imagem, era um dos quatro meninos que estavam na pequena orgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jesus, espero um filho seu!&lt;br /&gt;- Como sabe que é meu?&lt;br /&gt;- Sabendo, mulher sabe dessas coisas. Vamos lá em casa, que já contei tudo para minha família.&lt;br /&gt;- Contou da orgia?&lt;br /&gt;- Não, contei do nosso namoro que já tem um ano.&lt;br /&gt;- Que namoro?&lt;br /&gt;- Se não assumir, meu pai te mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, Jesus assumiu Clara e Bernardo. Mas Bernardo não era filho de Jesus. Bernardo era Junior. Bernardo vinha de outro Bernardo. O que foi cadeira enquanto Clara era mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernardo cresceu. Cresceu e um dia participou de uma orgia pela primeira vez. Maior. Muito maior! Via-se pernas, via-se braços. Bucetas e pintos. Tudo ali, em 20 metros quadrados de sexo. Dessa vez não tinha santos, nem Jesus. Bernardo foi mesa, foi cadeira e abajur. Bernardo gritava. Dia inteiro. Gozo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernardo cheio, Bernardo Vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernardo não gerou Junior, irônicamente, estava protegido, protegido e podia ser quem queria, de quem quisesse. A orgia era sua fantasia. Levou a orgia para a vida. Levou a vida para a orgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalha em um sex shop, feliz no meio de coisas de plástico. Artificíais. Filmes, cremes, chicotes. O que mais gosta em seu emprego são das senhoras, santas como mãe, que lhe pedem dicas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Brotinho, me dá uma ajudinha aqui. Que fantasia você acha que pode salvar meu casamento?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fantasia? Bernardo gosta de todas. Vive nelas. Vive do Carnaval diário dos desconhecidos. Sua vida é isso. “Batman!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Batmam, minha senhora, só ele pode salvar seu casamento!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bernardo. Fantasiado de orgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fantasia faz parte da vida de Bernardo, a vida de Bernardo faz parte de uma orgia maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a sua orgia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;p.s:&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Texto publicado no site O binóculo quando esse existia... Algumas mudanças para o blog...&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-3946180003775776586?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/3946180003775776586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=3946180003775776586&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/3946180003775776586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/3946180003775776586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/02/texto-binoculo-qual-sua-orgia.html' title='Texto O Binóculo: Qual a sua orgia?'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-110143851305116556</id><published>2009-02-16T01:18:00.007Z</published><updated>2009-03-17T18:34:13.643Z</updated><title type='text'>Amanda por ela em estado de PUTA.</title><content type='html'>Outro dia me chamaram de PUTA: Foi por telefone, eu andava pela rua e ouvi ao longe alguém berrar PUTA: Quatro dias de relacionamento, no final ele terminou comigo e me disse que eu era PUTA: um estado de carência afetiva, PUTA: de acordo com o dicíonário Houaiss, ... não tem definição. De onde vem a PUTA então? Será que tem no Aurélio? Puta sou eu: Amanda. PUTA. Me pergunto quem nunca foi PUTA na vida? Eu conheço várias putas. Tem umas que se dão ao chocolate. Quem come muito chocolate, segundo a lenda popular, é uma pessoa que tem carência sexual. Eu como muito chocolate. Sou PUTA por que faço sexo. Outro dia me chamaram de PUTA. Mas pior que PUTA é ser PUTA de merda, essa eu nunca fui. Sou puta na cabeça. Dos outros. PUTA: solteira que dá, PUTA: casada que dá para mais de um, PUTA: quem não dá e come chocolate. Acho que já fui todas as definições de PUTA: Falta a PUTA velha. Para a PUTA que pariu? Me encontro ao lado dela. Minha mãe também já foi PUTA: Mãe PUTA: PUTA velha. Mas é assim, me conformei com os tipos de PUTA. PUTA da vida. Sou Amanda, tenho 32 anos, e me encontro no estado de PUTA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-110143851305116556?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/110143851305116556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=110143851305116556&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/110143851305116556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/110143851305116556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/02/amanda-por-ela-mesma.html' title='Amanda por ela em estado de PUTA.'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-3748406245282429861</id><published>2009-02-15T22:43:00.004Z</published><updated>2010-03-02T13:30:36.459Z</updated><title type='text'>1. De todo o contrário é Clarice bruta, esgotada.</title><content type='html'>, a gota que escorria. Colocou o copo na mesa. Respirou com o pensamento. Colocou o copo na mesa para respirar. Clarice precisava respirar. Clarice precisa. Respirar. Fechou os olhos para o ar entrar. Clarice sempre teve dificuldade de respirar nessas horas que se precisa respirar. Ela tem dificuldade em fechar os olhos também. Clarice quer falar. Não pode ficar de olhos fechados. Não pode esperar. Clarice está muito viva para esperar. Viva. Viva e intensa demais. Ela teme pela intensidade das coisas. Ela treme pelo impacto de ter que colocar o copo na mesa. O telefone tocou de novo. “ Ulisses?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;, mas o telefone tocava, ela não esperava, que o telefone tocasse. Tinha que decidir se iria atender, ou se iria buscar água. Foi buscar água para. O calor era insuportável. O telefone poderia tocar de novo e Clarice poderia. Clarice engoliu a água com desejo. Desejo que há muito não sentia pela água. Uma gota. Uma gota e o copo. Os lábios estavam hidratados. Ela não podia ver, mas tinha uma gota que faltava. Seus lábios hidratados&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;, naquele dia. O banho. A manhã. Acordou disposta, pronta para mais um dia. Porém, o calor. Clarice sentia calor. Um calor à acordou naquela manhã. Um calor baixo, um calor quente e baixo. Ela tinha necessidade de sufocar aquele calor. O banho. O chuveiro. Os dedos. O calor cesou. O calor recuou com os dedos. O vento. O ah! Vento interno que afaga o calor baixo. O calor foi embora junto com lagrimas. Clarice precisava de água&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;, trancou a porta, deixou as chaves na mesa. Clarice estava só. Mais uma noite em que dormiria. Dormiria com seus olhos azuis. Dois olhos, sós de outros olhos. Clarice estava azul. Caminhou para o seu quarto. Despiu-se. Camisola. Curta. Branca. Camisola branca, ingênua. Para noites ingênuas e frias. Clarice dormiu quente. Pensamentos ferventes. Clarice dormiu quente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;, do Eu te amo? A frase apareceu no pensamento. Veio a boca. “Vai tomar no cu”. Disse Clarice. O vai tomar no cu foi a única coisa que conseguiu sair naquela hora. Com força. O eu te amo estava ferido. O amo estava sangrando. E o que saiu foi cu. Sujo. Boca suja para o momento sujo. O ferido sujou Clarice. Desligou o telefone. Foi para casa. Só. Clarice explodia. Bruta. Ela era magnésio. Amarga. O vai tomar no cu saiu pela boca que queria dizer eu te amo. Choro bruto ao pensar no cu. Entrou em casa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;,"e você como está?” Aquela voz. Voz do gemido que a estremecia. Gemido que estava distante. Clarice não sabia se falava do gozo. A distância do gemido dava saudade em Clarice. Ele tinha partido. 3 meses. 3 meses. Clarice estava doendo. O gozo solitário doía. O coração como estava? Clarice tinha ânsia. Distante. “Porquê não volta?”, Falaria do gozo? Do gemido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice pensava no toque. Nos lençóis desfeitos, nas camas sujas. Nos fluídos doces. Clarice era só liquido. Clarice queria o toque. Ela tinha em seu pensamento o tato. O gozo. O gozo é tato. O pensamento de Clarice viajava enquanto dirigia. As mãos grossas, as unhas ruídas. O cheiro. O gozo é cheiro. Cheirava a gozo. E Clarice era liquído. Molhada. Pela visão do tato. Estava molhada e dirigia. O gozo. Queria Ulisses. O telefone tocou. 3 segundos, uma buzina. “Estou bem”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-3748406245282429861?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/3748406245282429861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=3748406245282429861&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/3748406245282429861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/3748406245282429861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/02/1-de-todo-o-contrario-e-clarice-bruta.html' title='1. De todo o contrário é Clarice bruta, esgotada.'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-1655980200489487788</id><published>2009-02-12T00:28:00.002Z</published><updated>2009-03-03T23:44:18.874Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-1655980200489487788?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/1655980200489487788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=1655980200489487788&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/1655980200489487788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/1655980200489487788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/02/textos-antigos.html' title=''/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-1143417302679785596</id><published>2009-02-10T02:17:00.003Z</published><updated>2009-02-16T00:12:25.222Z</updated><title type='text'>da janela</title><content type='html'>Os olhos, que luziam juventude,&lt;br /&gt;observavam as jovens.&lt;br /&gt;Da janela, a senhora sorria um sorriso de quem já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo longe das mãos murchas,&lt;br /&gt;sentia perto, no fundo dos olhos juvenis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvia ao longe, talvez no tempo, um grito:&lt;br /&gt;"Já pra dentro, meninas!"&lt;br /&gt;Uma lágrima, um sorriso...&lt;br /&gt;Resquícios de idade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-1143417302679785596?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/1143417302679785596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=1143417302679785596&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/1143417302679785596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/1143417302679785596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/02/da-janela.html' title='da janela'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1120563198144749328.post-899088309718910766</id><published>2009-02-10T02:14:00.003Z</published><updated>2011-12-21T11:37:23.745Z</updated><title type='text'>da velhice</title><content type='html'>A velhice é poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silênciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passos rasteiros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casaco de lã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1120563198144749328-899088309718910766?l=tudoeficcao.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/feeds/899088309718910766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1120563198144749328&amp;postID=899088309718910766&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/899088309718910766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1120563198144749328/posts/default/899088309718910766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tudoeficcao.blogspot.com/2009/02/blog-post.html' title='da velhice'/><author><name>Marcelo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14882294357442171012</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
