Uns quantos carros e algumas janelas, donas de pessoas que fumam.
no plano esquerdo uma fábrica abandonada de gente.
Uma placa vermelha, com escrito em branco.
-ESTOFO-
A janela se apaga, a cortina morre.
14 de setembro de 2009
28 de julho de 2009
da memória enquanto caminho
têm fragmentos que se perdem no caminho.
dia 7
- 13 dias depois da chuva. um antes do beijo.
7 semanas do espasmo -
era maio.
Ficas pelo caminho?
Tem lembrança que é raiz forte.
finca finca finca.
Onde tem terra, pode cavar.
Se soubesse o que era um orgasmo,
gozaria nas porcelanas chinesas.
caminho?
bate-me, que te espanco! Doce. Mas espanco!
Bruto, como amores que surdos espancam;
como teatros.
Como peças.
Montagens que cegam as lágrimas.
ficas pelo caminho?
me acompanha até o turvo leito,
como se manto doce fosse.
Como se lá tivessem passarinhos a piarem piarem piarem
Por Elise.
Ficas?
,ou trocas minha fralda,
suja de bengala.
Não repara, foi do tombo podre.
Como abacate.
Como um abacate, que em palco, espanca doce
sobre colchões.
__________________________________
Ainda espera?
Já é tempo. O turvo. O leito.
Aproxima.
E sua parte no fragmento, ainda ainda ainda,
suspira por essas terras...
Finca, finca, finca.
Disseram sobre a Clara?
Disseram sobre as asas?
Se eu fosse Caravela...
Se eu fosse caravela ia para Índia.
as asas?
quebraram, deixaram de soprar.
Tudo por serem verdes
não é permitido ter asas verdes.
Por isso melhor ser Caravela e
naufragar.
está no regulamento. tudo está no regulamento. ´
estás no regulamento. não leste?
Leste, cativo, meu norte.
algum verso.
meu? teu?
ficas por ai?
mudarei de verso.
dia 7
- 13 dias depois da chuva. um antes do beijo.
7 semanas do espasmo -
era maio.
Ficas pelo caminho?
Tem lembrança que é raiz forte.
finca finca finca.
Onde tem terra, pode cavar.
Se soubesse o que era um orgasmo,
gozaria nas porcelanas chinesas.
caminho?
bate-me, que te espanco! Doce. Mas espanco!
Bruto, como amores que surdos espancam;
como teatros.
Como peças.
Montagens que cegam as lágrimas.
ficas pelo caminho?
me acompanha até o turvo leito,
como se manto doce fosse.
Como se lá tivessem passarinhos a piarem piarem piarem
Por Elise.
Ficas?
,ou trocas minha fralda,
suja de bengala.
Não repara, foi do tombo podre.
Como abacate.
Como um abacate, que em palco, espanca doce
sobre colchões.
__________________________________
Ainda espera?
Já é tempo. O turvo. O leito.
Aproxima.
E sua parte no fragmento, ainda ainda ainda,
suspira por essas terras...
Finca, finca, finca.
Disseram sobre a Clara?
Disseram sobre as asas?
Se eu fosse Caravela...
Se eu fosse caravela ia para Índia.
as asas?
quebraram, deixaram de soprar.
Tudo por serem verdes
não é permitido ter asas verdes.
Por isso melhor ser Caravela e
naufragar.
está no regulamento. tudo está no regulamento. ´
estás no regulamento. não leste?
Leste, cativo, meu norte.
algum verso.
meu? teu?
ficas por ai?
mudarei de verso.
16 de julho de 2009
de quando se está do lado de fora
Quando se está fora, o lugar toma conta.
se está fora?
Quando não estamos fora de alguma coisa?
Primeiro sai-se da cama, do quarto, para depois sair de casa, da rua, do bairro, da cidade.
Todo mundo está fora de alguma coisa,
mesmo que de si.
Quando se está fora,
não se é tu, ou você,
o lugar do eu, que é distante, torna-se ainda mais
Tu és o lugar, que sempre está
longe.
_Antes de mim sou um verde-amarelo,
que não está perto,
que não existe._
(O lugar nunca cabe onde se está)
nunca.
por ser maior sem ser grande,
se perde.
por isso a volta
_na volta o verde e vermelho:
lugar que nunca será mais
que o EU_
se está fora?
Quando não estamos fora de alguma coisa?
Primeiro sai-se da cama, do quarto, para depois sair de casa, da rua, do bairro, da cidade.
Todo mundo está fora de alguma coisa,
mesmo que de si.
Quando se está fora,
não se é tu, ou você,
o lugar do eu, que é distante, torna-se ainda mais
Tu és o lugar, que sempre está
longe.
_Antes de mim sou um verde-amarelo,
que não está perto,
que não existe._
(O lugar nunca cabe onde se está)
nunca.
por ser maior sem ser grande,
se perde.
por isso a volta
_na volta o verde e vermelho:
lugar que nunca será mais
que o EU_
2 de junho de 2009
da mentira em palavras quebradas.
Desse silêncio cheio e dessas palavras em branco sussuram:
que outras mãos gozam das tuas?
Dessa voz ausente, imagina-se:
que outros conteúdos gozam teus ouvidos?
desamor.
DÊamor
DESALMOU.
DESARMOU.
DESAMOU.
Tudo igual. Tudo igual. Tudo igual e de lá:
DESALMOU.
da palavra que desfez,
- complemento a virgula ou deixo desfeito? -
da palavra que desfez,
tudo igual.
da pessoa que desfez,
tudo igual.
TU IGUAL.
TU IGUAL,
PASSADO: desalmou, desarmou.
Desamor.
que outros sentimentos gozam do teu gozo?
TUDO IGUAL?
que outras palavras gozam tuas mentiras?
Silêncio cheio.
que outras mãos gozam das tuas?
Dessa voz ausente, imagina-se:
que outros conteúdos gozam teus ouvidos?
desamor.
DÊamor
DESALMOU.
DESARMOU.
DESAMOU.
Tudo igual. Tudo igual. Tudo igual e de lá:
DESALMOU.
da palavra que desfez,
- complemento a virgula ou deixo desfeito? -
da palavra que desfez,
tudo igual.
da pessoa que desfez,
tudo igual.
TU IGUAL.
TU IGUAL,
PASSADO: desalmou, desarmou.
Desamor.
que outros sentimentos gozam do teu gozo?
TUDO IGUAL?
que outras palavras gozam tuas mentiras?
Silêncio cheio.
26 de maio de 2009
A bosta bate na água, a água bate na bunda.
A bosta bate na água, a água bate na bunda. Na bunda, telefone: 90576544. Aperto a descarga, a bosta desce. Roda, roda e some, mais ou menos como gente que roda, roda e puf! Some. Um dia ninguém vai lembrar da bunda, assim como ninguém lembra da gente depois de lavar as mãos. O telefone me olha e sento na privada para pensar. Na cabine ao lado alguém bate a porta, ouço um peido, daqueles agudos, seguido por um ploc. Olho para a parede, olho para o telefone. Penso sentado na privada. Ao meu lado outro ploc. Lembro das minhas merdas. Por que ninguém é apegado a esses pedaços que saem da gente como filhos? Todo mundo é apegado à tanta coisa, por que não à bosta? Bosta devia valer dinheiro, seria o comunismo capitalizado. Merda todo mundo têm, todo mundo faz. Seria mais justo viver em um mundo onde o dinheiro é merda de verdade, além disso, ninguém morreria de bulimia. Mais uma bosta vai descendo, a porta bate e não escuto o sujeito lavar as mãos. Ele esqueceu a merda que fez mais rápido que o normal. Olho novamente a parede e penso na bunda. Que bunda escreveu aquilo? Sempre tive curiosidade de conhecer uma bunda de banheiro, dessas que cagam, dão descarga e ainda deixam o telefone. Mais um sujeito bate a porta ao lado. Ouço ele abaixar as calças. Mais um peido agudo, seguido por um cheiro igualmente agudo. Ouço gemidos. “Falta de cereais”- penso. Outro ploc e descarga. A porta não bateu, o sujeito continua do outro lado. Será que pensa na bosta? Ou no cereais? Resolvo entrar em contato com a bunda. Disco o número e na cabine ao lado toca Por elise. Será a bunda? Desligo. A música continua. Sinto pena e alívio por não ser a bunda a estar ao meu lado. Por Elise continua a tocar e entra no meu pensamento. Beethoven deve ter composto essa música no banheiro, é como uma descarga: roda, roda e some, volta a rodar, a rodar e a sumir. Será que ele pensou em bosta ou em gente? Que lugar apropiado para se escutar Por elise! A música continua a tocar, decido ir lavar as mãos e penso novamente na frase:
A bosta bate na água, a água bate na bunda.
A bosta bate na água, a água bate na bunda.
17 de maio de 2009
10 de maio de 2009
8 de maio de 2009
depois
do sorriso deixado na mesa de café,
para o choro escondido debaixo da cama,
abro uma velha caixa:
no fundo, uma raiva leve,
dessas que fincam o dedo do pé.
Do mar: a janela,
atrás das ondas e depois das ilhas,
acena um adeus.
Da areia: a fumaça do cigarro sai de uma boca que ainda lágrima.
sente?
com suspiro constante,
de soluços soltos e as mãos brandas,
despeço-me.
para o choro escondido debaixo da cama,
abro uma velha caixa:
no fundo, uma raiva leve,
dessas que fincam o dedo do pé.
Do mar: a janela,
atrás das ondas e depois das ilhas,
acena um adeus.
Da areia: a fumaça do cigarro sai de uma boca que ainda lágrima.
sente?
com suspiro constante,
de soluços soltos e as mãos brandas,
despeço-me.
12 de abril de 2009
do eu.
e a partir disso, não dá para NÃO ser quem a gente acaba por ser
- pouco eu -
, desses que só.
Só,
Eu feito de linguagem.
(Objetivo assim)
Eu é objeto criado:
-o ser é o rato, a palavra: cobra-
a palavra cobra o eu.
Come também.
quer?
...
que linguagem há em um não eu?
,ela me perguntou assim, direto: que linguagem há em um não eu?
hã (´)?
se há um não eu,
completa:
_______ se há um não eu _________
- fica o espaço -
....
Pouco eu o que somos nos outros.
Vagos eu o que somos para eus.
um dia ela me disse assim,
disse ao eu que pouco sou.
Disse do não
e tirou o eu de onde estava.
deixou espaço,
vazio, que é cheio: que ainda não é.
Mas vai ser (!) (?) (.) (,)
.
- pouco eu -
, desses que só.
Só,
Eu feito de linguagem.
(Objetivo assim)
Eu é objeto criado:
-o ser é o rato, a palavra: cobra-
a palavra cobra o eu.
Come também.
quer?
...
que linguagem há em um não eu?
,ela me perguntou assim, direto: que linguagem há em um não eu?
hã (´)?
se há um não eu,
completa:
_______ se há um não eu _________
- fica o espaço -
....
Pouco eu o que somos nos outros.
Vagos eu o que somos para eus.
um dia ela me disse assim,
disse ao eu que pouco sou.
Disse do não
e tirou o eu de onde estava.
deixou espaço,
vazio, que é cheio: que ainda não é.
Mas vai ser (!) (?) (.) (,)
.
25 de março de 2009
do que é lost de onde se traslation
da linha partida
-quando o caminho seguro não é bem caminho e o seguro não é assim tão quando -
um pano preto,
um pé.
dois, que são quatro.
Perdido,
-do sim, parte-se para o não-
Talvez, assim, 3 linhas se formem e a quarta aguarde.
Quando não se sabe por onde ir, espera-se sexta,
quem sabe sábado ou domingo?
de 3.
assim,
desse frio - escuro que vira quente- somente a barriga.
Do coração?
não:
perdido, perdido, perdido.
-tá frio, fecha a fresta-
O buraco abriu no meio da água.
se sim?
Deixo tudo assim
e saio.
-quando o caminho seguro não é bem caminho e o seguro não é assim tão quando -
um pano preto,
um pé.
dois, que são quatro.
Perdido,
-do sim, parte-se para o não-
Talvez, assim, 3 linhas se formem e a quarta aguarde.
Quando não se sabe por onde ir, espera-se sexta,
quem sabe sábado ou domingo?
de 3.
assim,
desse frio - escuro que vira quente- somente a barriga.
Do coração?
não:
perdido, perdido, perdido.
-tá frio, fecha a fresta-
O buraco abriu no meio da água.
se sim?
Deixo tudo assim
e saio.
Assinar:
Postagens (Atom)